Diretora de Saúde é acusada de usar dinheiro público para colocar silicone e retirar excesso de pele da barriga em MG

  • 21/07/2026
(Foto: Reprodução)
Servidora realizou mastopexia com prótese mamária e uma dermolipectomia abdominal, cirurgias de caráter estético que custaram R$ 31.403,75 aos cofres públicos Maira Caleffi A diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, Brenda Tavares Moura, é investigada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por supostamente usar o cargo para conseguir cirurgias plásticas pagas com recursos públicos da saúde. Segundo o MPMG, ela teria usado a posição de comando para descumprir protocolos do sistema e obter benefício pessoal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp De acordo com a ação, o cargo ocupado por Brenda permitia que ela tivesse influência sobre o agendamento e a autorização de procedimentos realizados pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto do Paranaíba (Cisalp). O Ministério Público afirmou que ela teria usado essa posição para conseguir, em benefício próprio, uma mastopexia com prótese mamária e uma dermolipectomia abdominal. Segundo o órgão, as cirurgias, de caráter estético, custaram R$ 31.403,75 aos cofres públicos. 🔍 A mastopexia com prótese mamária é uma cirurgia plástica usada para levantar e remodelar os seios, geralmente com colocação de silicone para devolver volume e firmeza, enquanto a dermolipectomia abdominal consiste na retirada do excesso de pele e gordura da barriga, sendo comum após grande perda de peso, gravidez ou flacidez abdominal. O g1 tentou contato com Brenda Tavares Moura e com o advogado dela, Diego Keyne da Silva Santos, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: Homem confunde cola com colírio e para no hospital com olho colado PF indicia pai e filhas por esquema milionário de tráfico de drogas Mãe diz que influenciadores 'fazem parecer que ganhar dinheiro é fácil' Servidora foi denunciada de maneira anônima Segundo o MPMG, a investigação começou após uma denúncia anônima feita à Ouvidoria do órgão. O relato apontava que a servidora usava a estrutura da saúde pública para custear cirurgias particulares. Durante o inquérito, uma servidora responsável pela regulação de vagas afirmou que Brenda teria pedido verbalmente o agendamento de consultas e procedimentos, sem apresentar encaminhamento médico. Ainda conforme o depoimento citado na ação, o pedido foi feito diretamente por Brenda, que era superior hierárquica da funcionária. A servidora afirmou que atendeu à solicitação por causa da relação de subordinação. A testemunha afirmou que nunca havia presenciado uma situação semelhante no setor. Mais de R$ 30 mil em cirurgias plásticas Cirurgias realizadas pela servidora pública MPMG/Divulgação O MPMG afirmou que a servidora não teria seguido o fluxo de atendimento de uma paciente comum e usado o cargo para obter acesso privilegiado aos procedimentos. O documento aponta que as cirurgias foram realizadas em abril de 2025 e custaram R$ 31.403,75 aos cofres públicos. O valor foi pago por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto do Paranaíba (Cisalp). Na ação, o Ministério Público afirmou ainda que um laudo médico que justificaria o suposto caráter reparador das cirurgias foi apresentado meses após os procedimentos e depois do início das investigações. Para os promotores, o documento reforçaria a suspeita de uso indevido da estrutura pública para benefício particular. Justiça bloqueou bens para garantir eventual ressarcimento Em 3 de junho, a Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público e determinou o bloqueio de bens de Brenda Tavares Moura até o limite de R$ 35.346,39. Segundo a decisão, a medida busca garantir recursos para um eventual ressarcimento aos cofres públicos caso a servidora seja condenada ao fim do processo. Para cumprir a decisão, a Justiça determinou o bloqueio imediato de valores em contas bancárias da investigada por meio do sistema SisbaJud. O órgão também autorizou o uso da modalidade conhecida como "teimosinha", que permite novas tentativas automáticas de bloqueio por até 60 dias caso não haja saldo disponível na primeira busca. 🔎O Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário) é uma ferramenta eletrônica que conecta juízes diretamente a bancos e fintechs para rastrear, bloquear e transferir valores de devedores. Além disso, a decisão determinou a inclusão de uma restrição no sistema Renajud para impedir a transferência de veículos registrados em nome de Brenda. Com a medida, os bens não poderão ser vendidos enquanto durar a decisão judicial. 🔎O Renajud é um sistema eletrônico que interliga o Poder Judiciário ao banco de dados do Senatran. Ele permite que magistrados determinem, em tempo real, restrições judiciais como transferência, licenciamento, circulação e penhora sobre veículos para garantir o pagamento de dívidas em processos judiciais. A Justiça também determinou que Brenda seja citada para apresentar defesa em até 30 dias. O Município de Paracatu foi notificado para informar se pretende participar da ação movida pelo Ministério Público. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Paracatu, mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/07/21/diretora-de-saude-e-acusada-de-usar-dinheiro-publico-para-colocar-silicone-e-retirar-excesso-de-pele-da-barriga-em-mg.ghtml


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